Artigo publicado originalmente em 28 de Novembro de 2009 – Republicado agora
"Maldito aquele que fizer que o cego erre de caminho. E todo o povo dirá: Amém." (Deuteronômio 27:18)
"O pior cego é o que não quer ver". Esta expressão surgiu em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vincent de Paul D'Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris. Depois chegou ao Vaticano. Angel ganhou a causa! teve os olhos arrancados e entrou para a história como o "cego que não queria ver".
Ver pode ser uma das coisas mais desagradáveis que pode acontecer ao ser humano, pode ser tão desagradável que alguns preferem desligar este sentido. Faz duas semanas, estava chegando à van da evangelização com um senhor de idade, ajudando-o a caminhar pelo bairro em que fazemos nosso trabalho evangelístico quando em nosso caminho surgiu uma cadela, magra, alias magérrima, pois se viam todas as costelas e além de magra ela tinha sarna. Me chamou a atenção que além de sarna ela tinha um filhote igualmente magro e sarnento como ela. Desviamos e seguimos até a Van. Acomodei o senhor e depois me pus a reletir. Todas as pessoas desviavam da cadela e de seu filhote na rua, ela estava abandonada e faminta com seu filhote, entretanto ela não abandonava o filhote e sequer o tratava de maneira diferente: chego à conclusão de que ela sequer via a sarna no filhote, pois ela também tinha sarna, então, a sarna era “normal” na vida dos dois.
Nos bairros em que fazemos nosso trabalho evangelístico há diversas pessoas que “desligaram” o sentido da visão também, ou por comodismo ou por passarem a ver sua “sarna” como parte do normal. Vejo famílias que são constituídas por mães adolescentes que se juntam a pais adolescentes e juntos constituem uma nova família, constroem uma casa mista de tijolos/pau-a-pique/madeira e passam a habitar também na mesma comunidade que seus pais viviam e lá vão vivendo. Seus filhos crescem e em breve farão o mesmo, ou seja, constituirão família com outros filhos de outras famílias do lugar e assim o ciclo vai se renovando e a comunidade aumentando em meio à miséria, doenças, fome e desgraças de todos os tipos. É a sarna se alastrando.
Vejo nestas comunidades também a atuação de outros grupos evangélicos tradicionais. Há inclusive duas igrejas “cravadas” dentro do núcleo de maior pobreza da vila e vejo que a maior preocupação destas igrejas não é levar almas para o Senhor Jesus e sim conter nosso avanço na evangelização do bairro pois nos consideram “o inimigo” a ser combatido e não veem que o inimigo é quem domina aquela região infringindo a miséria, a vida desregrada, a prostituição, o tráfico de drogas, a fome, o alcolismo, as tragédias familiares todas e a vida miserável àquela gente. Estamos lá para combater o inimigo e os poucos “defensores” do Senhor Jesus que lá estão se voltam contra nosso trabalho e preferem nos olhar com ar desconfiado. Se dizem defensores da Fé e da Palavra mas sequer conseguem fazer isto em seus lares.
A frase: "Deus é mais glorificado em você quando você está mais satisfeito nele em meio à dor e a pobreza e não em meio à prosperidade" de John Piper em discurso inflamado contra a teologia da Prosperidade é mais uma pérola dos que são favoráveis à miséria, estes nobres defensores da pobreza deviam ver que obra primorosa é o bairro onde evangelizamos e quantas pessoas lá glorifiam ao deus miserável que eles seguem. É gloria que não acaba mais: fome, dor e desgraças a não mais poder, garotas de 13 a 15 anos grávidas ou com filhos até dizer chega, lares que nem formados foram e já estão destruídos, vidas que sequer começaram e já tem destino certo. O diabo brinca com as almas e os “crentes” supondo que isto seja para glorificar ao seu deus e em meio a isto tudo temos os “irmãos” que leem a palavra, que a conhecem e que insistem em se manter cegos para a realidade, pois certamente é menos doloroso assim.
O demonio tem que ser enfrentado, mas para que isto aconteça é preciso identificar a sua atuação e para isto é preciso deixar de lado a cegueira voluntária em que muitos vivem. O diabo não pode continuar a dominar e se apossar daquilo que foi prometido para os filhos de Deus, mas para isto ele precisa ser combatido, pois para se libertar da miséria e tomar posse das bençãos prometidas por Deus para seus filhos o Cristão tem que combater o mal. Não se convive com o inimigo, se elimina o inimigo, a ordem de Deus era para os cristãos vencerem completamente o seu inimigo e não para que convivessem com ele através de alianças e concessões. A vitória tem que ser total e completa, senão, ainda é derrota.
Semana passada em um núcleo que estamos fazendo em uma casa no bairro (uma das casas privilegiadas é verdade, onde quase toda casa é de tijolos) e quase toda a família pertence a uma outra denominação, mas que nos convidaram a realizar o núcleo alí pois o patriarca da família bebe e precisa de libertação (ele está começando a ficar firme e tenho certeza que se libertará do vício da bebida em breve), durante a oração, uma pastora da outra denominação começou a passar mal, muito mal e só não manifestou por completo com um espírito maligno pois não permitimos isto alí. Todos vimos, das duas denominações. Todos sabemos o que era, das duas denominações. Todos sabemos que ela precisa de libertação e no próximo domingo ela participara conosco da reunião e com certeza alcançará o que precisa, independente de qualquer denominação. Desde quinta-feira naquela casa me parece que as definições de denominações ficaram quase que invisíveis e se destacou a divisão entre Deus e o diabo. Deus vencerá.
Já disse isto várias vezes nos meus textos, algumas vezes de forma insinuada outras de forma aberta, algumas vezes de forma sussurada outras de forma nítida e clara, mas creio que hoje seja preciso gritar a plenos pulmões: “O REI ESTÁ VOLTANDO! VAMOS GANHAR ALMAS PARA O SEU REINO!”. Não sejamos cegos: “Se parece do diabo, é do diabo! A miséria é do diabo e as pessoas na miséria estão sob as patas do diabo e temos que resgata-las!”. Temos que dar a elas libertação espiritual, auxílio para que vejam como sair da miséria. Temos que abrir seus olhos e fazer com que elas percebam que sua situação pode mudar. Temos que tirar as pessoas do comodismo colocado pelo diabo. Temos que fazer com que elas vejam e uma vez vendo possam enxergar a saída.
E você, quer ver? Abra seus olhos e venha para o Senhor Jesus! Saiba, é importante que saiba: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertara" (João 8:32).
Procure a verdade, conheça-a e seja liberto.
Rogério Bolanho
www.vaiarrebentar.com.br
VAI ARREBENTAR!!! Acessou??? Arrebentou!!!


































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A libertação me parece algo que não é visível pra todos. Alguns vivem como no tempo de 1 Reis 11. Onde o Rei Jeroboão tenta a Deus, enviando sua esposa disfarçada para o Profeta, quase cego, ajudá-la. Mas Deus justo, justiça, avisa ao profeta que detona a vida dos dois e a sua decendência.
Cristão que vive sobre a capa, vai ser sugado pela turbina e vai sair do outro lado em picados.
Com certeza reforçando como o obr. disse á cima, a libertação não é vista por todos afinal uma vez a pessoa estando sob dominio do mal ela se torna cega e consequentemente não concegue enxergar que necessita de libertação, pois á uma trava em seus olhos que precisa ser tirada!!!!
Mas vamos trabalhar firmes lutando contra essa cegueira que muitos tem sido aprisionado!
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