A emissora, que já produz novelas em dois horários e lançou a série “A Lei e o Crime” no primeiro semestre deste ano, está a entrar no ramo das mini-séries com “A História de Ester”.

Para viabilizar a produção da trama, a emissora está a destinar R$ 450 mil por capítulo, custo quase duas vezes maior se comparado com o valor do capítulo de uma novela como “Poder Paralelo” e “Bela, a Feia” que tem orçamentos de aproximadamente R$ 200 mil e R$ 300 mil, respectivamente. Serão produzidos dez capítulos, totalizando um investimento de R$ 4,5 milhões. E Gabriela Durlo, uma atriz em ascensão na "Record", vai fazer o papel título.
1 – Qual foi a sensação ao receber o convite para encarnar a personagem título de “A História de Ester”?
Fui pega de surpresa, pois não tinha conhecimento que a “Record” já estava a fechar o elenco para a mini-série, então não estava à espera de ser chamada naquele momento. Surpresa maior quando soube que era a protagonista! Foi um misto de sensações naquele momento, fiquei muito feliz e entusiasmada com a história a ser contada! Só tenho que agradecer à emissora e a todas as pessoas que depositaram essa confiança em mim.
2 – Como está a ser o seu processo de conhecimento para mergulhar na personagem?
Conhecia Ester muito superficialmente. Desde que recebi o convite para representá-la, mergulhei numa pesquisa maravilhosa sobre a sua vida e todo o histórico que a envolve. Recorri à Bíblia, a publicações de estudos contextuais e psicológicos das personagens envolvidas, livros de História Geral… enfim!! Trata-se de uma pesquisa muito rica, que me proporciona elementos para representá-la da maneira mais verdadeira possível.
3 – Considera que protagonizar Ester é uma evolução natural do seu trabalho na emissora?
Acredito que sim, que seja um reconhecimento do meu trabalho por parte da emissora. Desde o meu primeiro papel, a minha dedicação e entrega são permanentes, mostro-me disponível e disciplinada em todas as produções e acho que isso é fundamental para o crescimento profissional. E fico muito feliz e grata por esse reconhecimento. Por outro lado, sei também que existem muitas atrizes nessa situação, que não alcançam um papel de protagonista. Acho
que tenho muita sorte!!! Sinto-me privilegiada e agradeço a Deus todos os dias por isso.
4 – Em “Vidas Opostas” interpretou uma garota de programa que, muitas vezes, era vista em trajes sumários. Agora você interpretará uma personagem bíblica…
A “Daniela” era uma personagem muito forte. Foram cenas que marcaram a novela não pelos “trajes sumários”, mas pela qualidade do produto. É lógico que as pessoas que acompanham as produções da “Record” podem sim relacionar a minha imagem às personagens. Mas, apenas como referência à atriz, sem pré-julgamentos. Essa possibilidade para mim é algo muito positivo. Acho que esse é o grande barato da arte de interpretar. Antes, o meu laboratório era nas ruas e boates de Copacabana. Agora, tenho aulas de História e estou a conhecer melhor a Bíblia!
5 – Ainda mora em São Paulo e trabalha no Rio ou já mora por aqui?
Moro na ponte aérea! (risos). Tenho casa nas duas cidade, e divido-me mais quando estou em produção no Rio. Qualquer folga de um ou dois dias, volto para SP. Mas quando não estou a gravar, fico mais em São Paulo mesmo. E sinto falta do Rio!!! (risos). É uma loucura!!
6 – Fez “Mandrake” na HBO. Qual é a semelhança de um trabalho como aquele com o de “Ester”, já que são ambos trabalhos de curta duração?
Na verdade, fiz uma participação pequena em “Mandrake”, não tive essa vivência que estou a ter com a “Ester”, por isso não tem como compará-las.
7 – Não se sente uma das fundadoras do setor de teledramaturgia da emissora? O que mudou desde a sua chegada?
Sim, e sinto-me privilegiada também por isso. Num evento recente de inauguração dos novos
estúdios do Recnov tive essa sensação muito presente em mim e em todos os outros atores que estavam ali. Os estúdios são maravilhosos, funcionais, de última tecnologia. Ficamos ansiosos para começarmos a gravar neles. O crescimento da “Record”, em tão pouco tempo, é impressionante!!
8 – Como avalia a contribuição da "Record" e das suas novelas?
É muito positivo não só para os artistas, mas para todo o profi ssional que está envolvido no projeto da empresa. Quantas pessoas competentes estavam desempregadas e desvalorizadas! Fora isso, acho de suma importância essa concorrência para o público. É uma nova possibilidade de entretenimento e, principalmente, de informação, não só através das novelas, mas também do jornalismo da emissora.
9 – Fale da sua carreira. Qual é a sua formação artística?
Comecei os meus estudos de teatro aos 16 anos, no interior de São Paulo. Em seguida, fui para a capital, onde dei continuidade aos cursos profissionalizantes, agora, incluindo também cinema e televisão. Mas não cheguei a formar-me, o teatro impossibilitou-me da rotina das aulas. Portanto, a minha formação vem do palco, dos grupos de teatro, das pessoas e da minha própria (curta, mas intensa) experiência de vida.
10 – Quais são os seus planos para o seu futuro profissional?
Eu não fico a planear, deixo acontecer e não perco uma oportunidade quando elas me aparecem. A única certeza que tenho é que desejo continuar a atuar, a estudar e a aprender. E quero muito fazer cinema.
Fonte: Folha de Portugal
































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