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Artigos arquivados em Reflexões

Adoradores

Publicado por Rogério Bolanho em 16 de dezembro de 2011

"Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores." (João 4:23)

Adoradores

É interessante que quando prestamos atenção ouvimos algo que antes nos havia passado despercebido. Deus elege uns, escolhe outros, capacita outros, levanta mais uns… Mas a única referência que encontrei sobre Deus procurar é por os adoradores, o que na realidade não caracteriza, necessariamente, uma função e sim uma condição ou estilo.

Um adorador pode ser um recém convertido como pode ser uma pessoa madura na sua fé. Um adorador pode ser um músico talentoso, ou um músico medíocre, ou mesmo um desafinado sem nenhum talento musical. Um adorador pode ser qualquer um no nosso meio. Afinal, o que é um adorador?

Aqueles a quem o Pai busca são os que dobram seus joelhos e derramam suas lágrimas diante da presença do Pai. Basta Ele se manifestar, em silêncio ou no tumulto. O adorador é aquele que não liga para os que estão a seu redor e faz o que sente no coração para agradar e reconhecer que Seu Dono chegou. O adorador é aquele que não se prende a protocolos, modos, formatos, mas para o que Ele crê que agrada seu Senhor. É o que canta, que dança, que pula. É o que se cala, fica imóvel. É aquele que sente saudade de conversar com o Pai, de ouvir Sua voz, de sentir Seu toque. É o sujeito que talvez esteja quieto ao seu lado, derramando uma gotinha discreta de suor, como se estivesse cochilando. É o que ora, é o que busca.

Um adorador é alguém que não se contenta com menos do que ser íntimo do Pai. Não se contenta em falar de longe, nem de ser recebido na sala da casa, mas tem de entrar ao cômodo interior, conversar rindo, com roupa informal e talvez até descalço. O adorador não aceita menos, não desiste enquanto não é tocado, não liga para o prejuízo que tiver pois o real prejuízo é não adorar.

Você é um adorador?

"Pai, eu quero aprender a fazer mais do que adorar; eu quero aprender a ser um adorador. Fazer não me basta mais, eu agora quero ser. Ajuda e ensina este Teu filho."

Mário Fernandez – Ichtus

Pacotes de amor

Publicado por Rogério Bolanho em 13 de dezembro de 2011

"Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade" (Lucas 2:14) Pacotes de amor

Passeando com sua avó em um shopping, o menino se encantava com os brinquedos expostos nas vitrines. Vendo o interesse do neto, a senhora lhe perguntou: "O que você gostaria de ganhar de presente no Natal, querido?" "Ah, vovó," respondeu o garoto, "eu queria ganhar dois caminhões, dois carrinhos com controle remoto e dois videogames." A avó, intrigada com a pedida do neto, indaga-lhe: "Mas por que você quer dois brinquedos de cada?" "Assim, vovó, eu poderei compartilhar com meus amiguinhos os brinquedos que ganhar."

Estamos nos aproximando da data em que os cristãos comemoram o Natal. Não estamos preocupados se Jesus nasceu em 25 de dezembro ou qualquer outra data, importa-nos, sim, que Ele nasceu em nossos corações para nos trazer vida e vida abundante.

E o que tem sido o Natal para nós, filhos de Deus? Uma ocasião onde preparamos uma mesa farta e reunimos parentes e amigos para trocar presentes? Ou um momento de reflexão sobre o ato do Senhor de vir a este mundo para doar sua vida e compartilhar o seu amor?

Bom seria se todos nós tivéssemos o mesmo pensamento do menino de nossa ilustração. Quão felizes seríamos se aproveitássemos o Natal para deixar de lado nosso egoísmo, nossas vaidades, nossa indiferença em relação ao nosso próximo e procurássemos compartilhar aquilo que temos de melhor.

Não estou falando de bens materiais, porque nem todos poderiam dispor de recursos para isso, mas um gesto de carinho, um sorriso de ânimo, uma atitude de perdão em relação a alguém com quem deixamos de nos relacionar.

Embrulhe, com o coração, pequenos pacotes de amor para compartilhar com seus amigos. Você terá o melhor Natal de sua vida!

Pastor Paulo Roberto Barbosa

Relógios que não param

Publicado por Rogério Bolanho em 12 de dezembro de 2011

"Orai sem cessar" (1 Tessalonicenses 5:17)

Relógios que não param

Se algumas pessoas tivessem o costume de olhar para seus relógios antes de começarem a orar, certamente pensariam, ao terminar a oração, que os mesmos haviam parado." (Billy Sunday)

Por que será que somos tão preguiçosos quando vamos falar com Deus? Por que dedicamos tão pouco tempo para o Senhor? Por que outras coisas, muito mais insignificantes, merecem um momento maior em nossas prioridades? Quanto mais tempo passamos diante de Deus, menos tempo nos sobra para errarmos. Quanto mais tempo dedicamos à oração, mais resultados positivos conquistamos em nossos dias.
Quanto mais tempo gastamos diante do trono da graça de Deus, mais bênçãos acumulamos em nossas vidas espirituais. Quanto mais seguimos a direção do Senhor, mais experiências de alegria e felicidade desfrutamos enquanto estamos neste mundo.

Se não conseguimos ânimo para ficar uma hora em oração diante do Senhor, como passaremos a eternidade diante dEle? Estaremos para sempre ao lado do nosso Salvador. Ali estaremos louvando, adorando, desfrutando de Sua presença gloriosa. Por que não começarmos a praticar aqui mesmo na terra?

Que nossos relógios avancem seus ponteiros ou mostradores, cada dia mais, enquanto falamos com Deus. Que eles caminhem tanto que saiam do nosso alcance. Que possamos esquecê-los durante o nosso período de oração. Que, em vez de acharmos que estão parados, nos espantemos por terem avançado muito, sem que o percebêssemos.

Falar com Deus é muito bom. Ouvir a voz de Deus é ainda melhor. Deixar que nossas vidas sejam dirigidas pela vontade do Senhor é a maior bênção que podemos receber. Seu relógio fica parado quando você ora ou você nem se lembra dele naquele momento?

Pastor Paulo Roberto Barbosa

Segurando o rabo do gato

Publicado por Rogério Bolanho em 09 de dezembro de 2011

"Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim" (Isaías 6:8)

"não fazemos nada e ainda criticamos e tentamos impedir que outros façam..."

Beto havia sido advertido para não importunar o gato da casa. Um dia a sua mãe ouviu um miado muito estridente. "Beto", ela gritou, "pare de puxar o rabo do gato". Beto respondeu, rapidamente: "Eu estou em pé ao lado dele, segurando o seu rabo, ele é que está puxando."

Muitas vezes agimos da mesma maneira que o garoto de nossa história. Ficamos parados, não vamos a lugar algum, não fazemos nada e ainda criticamos e tentamos impedir que outros façam. De uma certa maneira, estamos "segurando o rabo do gato".

Se um irmão quer reunir um grupo para um coral na igreja – corais estão ultrapassados e ninguém usa isso mais! Se um jovem dá a idéia de se formar uma equipe para sair e distribuir folhetos evangelísticos -está chovendo; está fazendo muito calor; é muito perigoso; para que gastar dinheiro com folhetos se a maioria nem lê? Se uma irmã convida amigas para um momento de oração e consagração pela manhã, bem cedo – coitada… ninguém vai acordar tão cedo para vir a reunião que ela pretende fazer! São pessoas desanimadas e insípidas, que só sabem "segurar o rabo do gato".

A igreja sofre, alguns clamam a Deus por mudanças, alguns jejuam e oram em seus lares para que Deus opere no meio do Seu povo, e os que não colaboram, se desculpam dizendo: "Eu não estou fazendo nada. Estou apenas segurando o rabo do gato". Sim, é verdade, nada fazem e querem impedir que outros o façam!

Que a nossa vida seja totalmente entregue a Deus. Não devemos ficar parados, não devemos servir de obstáculo ou pedra de tropeço para os demais, não devemos impedir a bênção do Senhor no meio de Sua igreja.

Eu não quero ficar segurando o rabo do gato. Quero deixar ele ir… e quero ir também!

Pastor Paulo Roberto Barbosa

Esperar… por que?

Publicado por Rogério Bolanho em 07 de dezembro de 2011

"Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda" (João 15:16).

Esperar... por que?

“O grande compositor não busca inspiração para trabalhar, mas, fica inspirado porque está trabalhando. Beethoven, Wagner, Bach, e Mozart faziam seu trabalho costumeiro, dia após dia. Eles não desperdiçavam tempo esperando por inspiração.” (Ernest Newman, Escritor)

O que estamos esperando para servir ao Senhor? O que estamos esperando para falar das maravilhas do reino de Deus? O que estamos esperando para sermos bênçãos aqui neste mundo? Às vezes passamos dias, meses e até anos, esperando que o Senhor nos chame. "Eu estou esperando a direção do Senhor", alguns dizem. Mas, a Palavra do Senhor nos assegura de que já fomos chamados! O Senhor nos escolheu e nos mandou sair e produzir frutos! Vamos fazer o que já nos foi mandado e,  durante o trabalho, se o Senhor nos der outra direção, obedeceremos. O Senhor não nos dará desafios maiores se não estivermos seguindo aquilo que já nos deixou escrito! Não há nada que nos inspire mais amor do que o ato de amar. Não há momento de maior felicidade do que aquele em que nos mostramos dispostos a semear alegria. Não há momento de maior esperança do que aquele em que viramos as costas para as dúvidas e abraçamos, de olhos fechados, a fé que o Senhor nos oferece.

Eu quero estar trabalhando quando o Senhor me mandar fazer alguma coisa. Eu quero estar trilhando as sendas da pregação do Evangelho quando o Senhor me mandar seguir um caminho por Ele determinado. Eu quero estar buscando ser uma bênção quando o Senhor me disser: "Sê tu uma bênção". Você quer ser escolhido para fazer a obra de Deus? Então não espere mais, comece a trabalhar agora mesmo. Depois… deixe por conta do Senhor.

Pastor Paulo Roberto Barbosa

Vida sem indignação

Publicado por Rogério Bolanho em 06 de dezembro de 2011

“… não te impacientes; certamente, isso acabará mal.” (Salmo 37:8)

Vida sem indignação

Não se desespere por causa do mal; Deus terá a última palavra.

Você se incomoda ao ver quanta atenção se dá, na cultura atual, às pessoas que defendem tudo o que é errado? Talvez sejam artistas que ganham manchetes ao abraçar filosofias imorais em sua música, filmes ou programas de televisão. Ou podem ser líderes que, abertamente, desdenham os padrões elevados de vida.

Seria fácil indignar-se com isso e torcer nossas mãos em desespero, mas o Salmo 37 sugere um caminho melhor. Ouça o sábio conselho de Davi: “Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade” (Salmo 37:1).

Embora seja certo ser “sal e luz” (Mateus 5:13-14) neste mundo insípido e escuro – tentar opor-se ao pecado refletindo a luz de Jesus onde for possível –, não podemos permitir que forças negativas nos façam viver com sentimentos de raiva e ira (Salmo 37:8). Em vez disso, precisamos confiar em Deus para a palavra definitiva sobre os perversos: “… eles dentro em breve definirão como a relva…” (Salmo 37:2). Além disso, devemos usar a abordagem de Davi: 1) “Confia no SENHOR e faze o bem…”; 2) “… alimenta-te da verdade”; 3) “Agrada-te do SENHOR…”; 4) “Entrega o teu caminho ao SENHOR…”; 5) “Descansa no SENHOR…” (Salmo 37:3-7).

Podemos não gostar do que vemos e ouvimos de alguns aspectos da sociedade, mas, lembre-se disto: Deus está no controle. Confie nele para fazer o que é certo. E não se indigne.

FONTE: J. David Branon – Nosso Andar Diário – Ministério RBC

Não desista!

Publicado por Rogério Bolanho em 29 de novembro de 2011

Não desista!

Seria tudo acidental?

Publicado por Rogério Bolanho em 24 de novembro de 2011

"Disse o néscio no seu coração: Não há Deus" (Salmos 14:1)

Seria tudo acidental?

"Todas as maravilhas ao seu redor são acidentais. Nenhuma mão Toda-poderosa fez um trilhão de estrelas. Elas criaram a si mesmas. A superfície de nossa terra já apareceu arável, senão nós não teríamos nenhum legume para comer, e nenhuma grama para os animais cuja carne é nossa comida. O invólucro inesgotável de ar, com somente 50 milhas de profundidade e de exatamente a densidade certa para manter a vida humana, é somente outra lei da física. A água expande quando congela, enquanto outras substâncias se contraem. Isto torna o gelo mais leve que a água e o mantém flutuando na superfície. Se não fosse assim os lagos seriam gelo sólido até o fundo e nenhum peixe poderia sobreviver. Nós temos dia e noite porque a terra gira sem diminuir a velocidade. Quem arrumou tudo isso? Quem criou essa harmonia? Quem equilibra tudo para que tenhamos as estações? O fogo do sol não gera calor demais a ponto de fritar-nos, mas, o suficiente para não congelarmos. Quem mantém esse fogo constante? O coração humano baterá por 70 ou 80 anos sem hesitação. Como ele controla as pausas entre as batidas? Um rim filtrará o veneno do sangue, deixando apenas o que é bom. Como ele sabe a diferença entre um e outro? Quem deu flexibilidade à língua humana para formar palavras, e quem fez o cérebro entendê-las? É tudo isso acidental? Não existe, realmente, um Deus?"

Sim, existe um Deus, mesmo que alguns teimem em não acreditar. Eu creio! E não somente creio, mas o tenho em meu coração. Ele é o meu Deus, o meu Senhor, o meu amigo, a razão de eu viver todos os dias. Ele é santo e, mesmo sendo santo, me ama apesar de toda a minha imperfeição. Como Lhe sou grato! Eu desejo adorá-lo de todo o meu coração. Desejo estar sempre junto a Ele, não somente aqui neste mundo como por toda a eternidade. Minha vida está em seu altar, meus sonhos eu submeto à Sua vontade, meu trabalho eu dedico a Ele e almejo realizá-lo da melhor maneira possível.

Ele me ama! Eu O amo! Nada disso é acidental!

Pastor Paulo Roberto Barbosa

O túmulo vazio

Publicado por Rogério Bolanho em 22 de novembro de 2011

O túmulo vazio

Não havia noticiário na televisão, no primeiro século. Mas, se tivesse havido, você pode imaginar o que um comentarista poderia ter relatado na manhã da ressurreição, cerca de 1980 anos atrás:

"Bom dia, senhoras e senhores. Aqui fala Claudius Marcellus diretamente de Jerusalém. Estamos aqui na cena de um desaparecimento espantoso… mas antes de discutir isso, deixem-me preencher alguns detalhes do cenário. Há cerca de três anos este homem, Jesus, começou a viajar pelo interior da Judéia pregando um novo tipo de religião. Enquanto conseguia muitos seguidores, ele desagradava a maioria dos líderes religiosos da Palestina. Na manhã de sexta-feira, ele foi crucificado por acusação de traição e blasfêmia. Na tarde dessa sexta-feira, ele foi tirado da cruz e colocado num túmulo em forma de caverna, no qual agora me encontro. Agora, domingo de manhã, o corpo se foi. As únicas coisas deixadas são as mortalhas, bem dobradas e deixadas de lado. A cena aqui é de confusão e alvoro� �o. A pergunta na boca de cada pessoa é: ‘O que aconteceu com o corpo?’"

A questão do desaparecimento do corpo de Jesus de um túmulo em Jerusalém, dois milênios atrás, ainda é fundamental para a fé cristã. Cerca de 50 dias depois do "desaparecimento", os apóstolos de Jesus começaram a pregar sua ressurreição e milhares começaram a ser convertidos. Os céticos denunciavam os apóstolos e seu ensinamento e perseguiam violentamente os seguidores de Jesus, mas ningu ém jamais disputou o único fato incontestável: o túmulo estava vazio. Teria sido impossível discutir este ponto. Uma caminhada de quinze minutos por uma secretaria de Jerusalém, no intervalo do seu almoço, poderia ter confirmado visualmente o fato. O túmulo estava vazio!

A resposta à questão do túmulo vazio requer investigação da evidência, indo desde o depoimento de testemunhas a uma análise das circunstâncias. Esta evidência precisa ser objetivamente esmiuçada para determinar o que, de fato, aconteceu.

Fatos verificáveis

01 – JESUS viveu. Sobre isso não há dúvida substancial. Documentos escritos por cristãos (Mateu s, Marcos, Lucas, João, Paulo, Pedro, etc.) no primeiro século confirmam este fato. Assim também o fazem os escritos de historiadores romanos (Tácito e Suetônio) e o judeus (Josefo).

02 – JESUS morreu. Depois de ser espancado e açoitado, Jesus foi crucificado. Os soldados furaram seu lado, do qual escorreram sangue e água, confirmando que ele tinha morrido (João 19:33-34). O governador romano, Pilatos, depois de verificar sua morte, liberou o corpo para ser tirado da cruz e sepultado (Marcos 15:44).

03 – JESUS foi sepultado. Um proeminente chefe religioso judeu, que era um discípulo secreto de Jesus, um homem chamado José de Arimatéia, tinha um túmulo novo escavado na rocha, dentro do qual ele colocou o corpo de Jesus (Mateus 27:57-61; Marcos 15:42-47; Lucas 23:50-56; João 19:38-42). Diversas mulheres observaram José e seu amigo Nicodemos colocarem o corpo dentro do túmulo em forma de caverna e rolarem uma grande pedra sobre sua abertura. Eles tinham tido pouco tempo para embalsamar o corpo adequadamente, pois o sábado judaico começava ao pôr-do-sol da noite de sexta-feira. As mulheres fizeram planos para virem cedo na manhã de domingo com mais especiarias para completar o embalsamamento. Mas quando chegaram, encontraram a pedra tirada e nenhum corpo no túmulo.

04 – Testemunhas oculares alegaram que viram JESUS vivo. Entre estas estavam discípulos que viram Jesus muitas vezes num período de 40 dias e puderam tocá-lo, falar com ele e até mesmo comer junto com ele. Como julgaríamos o depoimento destas testemunhas? Geralmente, avaliamos o testemunho por fatores tais como honestidade, competência e número.

a)- Honestidade: Os apóstolos nada ganhavam (dinheiro, popularidade, etc.) por terem pregado a ressurreição. De fato, foram freqüentemente mortos por causa disso. Sua disposição a morrer por sua crença confirma sua integridade.

b)- Competência: Os escritos destes homens demonstram competência mental, lucidez e atenção aos pormenores. O fato que muitos deles já conheciam bem Jesus e foram capazes de ter contato físico íntimo com ele certamente os coloca em posição de verificar a ressurreição.

c)- Número: Normalmente, duas ou três testemunhas são suficientes para estabelecer um fato histórico, mas neste caso, houve literalmente centenas (1 Coríntios 15:6). A relutância inicial das testemunhas oculares em crer reforça seu testemunho (Marcos 16:11, 13; João 20:19-29). Alguns a quem Jesus apareceu nem eram discípulos antes de terem visto Jesus ressuscitado: seu irmão Tiago, por exemplo (João 7:5; 1 Coríntios 15:7) e Saulo (Paulo).

Explicações

Diversas teorias têm sido propostas por algumas seitas, céticos e outros, para explicar os fatos do túmulo vazio e os aparecimentos alegados. Vamos examiná-las cuidadosamente:

01 – Teoria do desfalecimento. Esta explicação sugere que Jesus não estava realmente morto quando o sepultaram. Ele só parecia estar morto, porém mais tarde reviveu no túmulo. Mas, mesmo que ele não estivesse morto quanto deixado no túmulo, ele estaria severamente enfraquecido pela flagelação, pelo espancamento e pelas horas passadas na cruz. No seu sepultamento, seu corpo tinha sido firmemente enrolado com ataduras engomadas. Realmente, nesta condição enfraquecida, sem atendimento médico, poderia Jesus de algum modo ter revivido, sem considerar que tivesse removido o embalsamento como um casulo? Mesmo que tivesse, mais dois obstáculos teriam bloqueado seu caminho à liberdade: A grande pedra que tinha sido rolada sobre a boca da cova e os guardas romanos armados que estavam de plantão do lado de fora. Para, de algum modo, remover a pedra e superar os guardas, seria exigida uma grande força. Mais ainda, a evidência sugere que Jesus estava, de fato, morto quando foi sepultado.Os romanos crucificavam homens freqüentemente e estavam aptos a assegurarem-se da morte da vítima. A teoria do desfalecimento simplesmente não merece crédito.

02 – Teoria da sepultura errada. Esta afirma que todos, tanto amigos como inimigos, tinham esquecido onde Jesus tinha sido sepultado e estavam, portanto, olhando para uma sepultura na qual nenhum corpo tinha sido colocado. Isto explicaria o túmulo vazio, mas e quanto aos aparecimentos de Jesus? E é possível que os amigos de Jesus, os soldados romanos e mesmo José, o proprietário da cova, todos terem esquecido sua localização apenas depois de dois dias? E por que as mortalhas de Jesus foram deixadas no túmulo?

03 – Teoria do roubo. Alguns pensam que os discípulos de Jesus roubaram o corpo e mais tarde declararam que ele tinha sido ressuscitado. Conquanto esta explicação seja a mais velha, é difícil levá-la a sério. Por que os discípulos teriam roubado o corpo? A proclamação de ressurreição por eles não lhes trouxe poder nem prestígio, mas perseguição e pobreza, jamais motivos para um roubo tão ousado. Eles morreram por seu testemunho da ressurreição; os homens morrem pelo que crêem ser verdade, não pelo que sabem ser mentira. Considere também os padrões morais dos discípulos. É razoável que seu caráter inatacável e ensinamento puro fossem baseados numa mentira premeditada e roubo? Mas, mesmo que o quisessem, os discípulos não poderiam ter roubado o corpo porque o túmulo estava guardado por soldados especialmente encarregados da responsabilidade de prevenir o roubo desse corpo. A falta de um motivo, a natureza moral dos discípulos e os soldados romanos todos permanecem como testemunhas silenciosas. O corpo não foi roubado.

04 – Teoria da alucinação. Esta noção implica em que os discípulos, perturbados emocionalmente depois da morte de Jesus, apenas pensaram tê-lo visto vivo. Mas os relatórios destas testemunhas oculares não têm as características de alucinações. Eles envolveram tempos, lugares e grupos de pessoas diferentes. Os aparecimentos terminaram subitamente. Mais de 500 pessoas viram Jesus vivo ao mesmo tempo (1 Coríntios 15:6), mas alucinações são bem individuais. Além disso, esta teoria não tenta explicar o túmulo vazio.

05 – JESUS foi ressuscitado. Esta é a única explicação que leva e conta, adequadamente, todos os fatos do caso. Mas, se Jesus foi ressuscitado, o que isto significa para nós?

Implicações da ressurreição

01 – A ressurreição de JESUS garante nossa ressurreição (1 Coríntios 15; 1 Tessalonicenses 4:13-18), A ressurreição de Jesus não é um assunto de mero interesse histórico, mas serve como o protótipo da ressurreição de todo ser humano. Sua ressurreição é a base para a esperança (1 Pedro 1:3).

02 – A ressurreição de JESUS prova que ele julgará o mundo (Atos 17:30-31). Ele ainda vive e todos os homens o enfrentarão como Juiz, um dia. Este fato deve provocar sóbria reflexão em nossa vida.

03 – A ressurreição confirma as declarações de JESUS de ser o Filho de DEUS (Romanos 1:4). Serve como fundamento de seu reinado (Efésios 1:19-23) e sacerdócio (Hebreus 7:23-28).

04 – A ressurreição de Cristo provê o modelo (Romanos 6:3-5) e o poder (1 Pedro 3:21) do batismo cristão. Os pecadores precisam morrer para o pecado como Jesus morreu na cruz. Eles precisam ser sepultados com Jesus no batismo para que possam ser erguidos para caminhar numa nova vida, como Jesus foi erguido dentre os mortos.

Uma reportagem noticiosa 1980 anos atrás teria perguntado: "O que aconteceu com o corpo?" Hoje somos desafiados a responder à mesma pergunta. O modo como respondermos mudará nossa vida.

por Gary Fisher

A vida é uma só… pense nisto!

Publicado por Rogério Bolanho em 21 de novembro de 2011

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