“E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.” (Romanos 8:23)
O versículo anterior diz que a natureza, a criação natural de Deus, geme e suporta angústias. Neste versículo, aprendemos que nós cristãos também gememos no nosso íntimo. Curiosamente, ao contrário da teologia triunfalista que alguns querem estabelecer, esse gemido é para os que têm o Espírito.
Nosso gemido íntimo é de espera pela adoção de filhos, a efetivação do processo de adoção que se iniciou no dia em que Jesus Cristo veio morar em nós, através do Santo Espírito, restabelecendo um relacionamento original. Adão era visitado por Deus diariamente no jardim, nós temos de buscá-lo. Se isso for restabelecido, será no processo de adoção ou somente na glória eterna. Tanto faz, temos de aguardar de qualquer forma.
A esperança de que estamos revestidos é nossa proteção para os dias neste mundo. Sem ela, somos apenas corpos errantes pela Terra, em nada diferindo daqueles que vivem à mercê de sua própria sorte. Não é este o nosso caso e não é assim que devemos viver.
Ter as primícias do Espírito significa ter da primeira porção do Espírito. Na colheita agrícola, as primícias eram os primeiros frutos da terra e tipicamente eram os melhores. Temos o que de melhor Deus oferece à humanidade. Isso já é motivo suficiente para ter esperança nos dias vindouros, tal como um sinal de negócio ou um depósito que cauciona um negócio futuro. A compra está acertada, a entrada foi paga e a qualquer momento a posse será tomada.
Tenhamos esperança, vivamos nela e por ela. Nosso dia se aproxima, todos os problemas se resolverão. Logo adiante o texto diz que temos um que intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Não precisamos de mais nada.“Amado Pai, muito obrigado por tomar conta de mim em esperança de vida e de dias melhores. Obrigado por fazer de mim um vitorioso em espera de coroação.”
Tudo começou lá com Adão, colocando em Eva a culpa pelo deslize nada sutil de comer, dentro de um imenso jardim, a única fruta que não poderia ter comido. O ser humano procura justificar-se, ou em português brasileiro bem claro e popular, arrumar desculpa. Não fui eu, fui eu mas eu não tive culpa, eu não sabia que tinha feito, eu fiz mas ninguém entende meus motivos, no meu lugar qualquer um faria – são várias e distintas as desculpas dadas pelas pessoas mediante algum erro cometido. Mas eu gostaria de atentar a um aspecto bem particular: a omissão. A desculpa por NÃO FAZER o que deveria.































