Bom, sei que o título não foi muito criativo mas você quis saber o que era, não quis? Bem, vamos começar e deixar fluir a história através do tempo e você entenderá. Ok? Vamos então? Acompanhe…
17 anos atrás
O dia estava quente e eu não tinha muito o que fazer. Calor, sol e praia. Combinação perfeita para muitos, mas para mim não. Eu, branco que nem uma vela, gordinho e meio chateado com a vida estava no apartamento de um grande amigo de infância (Fernandinho), já estava há 2 ou 3 dias, para passar uma semana na praia “curtindo” a vida. Naquele dia a vida me curtia mais do que eu a ela. Tudo seguia seu ritmo lento em 28 de Janeiro de 1993.
Fui à praia, dourar a carne (é, na churrasqueira fica igualzinho… grelhado mal passado…) e estava lá a algum tempo quando a vi (câmera lenta neste momento), morena, cabelos escuros, biquini amarelinho, bem, a falta de detalhes adicionais é porque o biquini marcou muito meu cortex cerebral.
Fui, me aproximei, ela estava no mar, um pouco para dentro, mas não tinha problemas, os anos de natação finalmente valeram alguma coisa… conversa vai, conversa vem e passamos alí um bom tempo (creio que pelo menos uma hora conversando). A partir daí, para um observador mais atento deve ter sido cômico. A morena ia para a areia e o namorado (não, eu não estava namorando ainda, digo aquele peixe rosado) seguia. Ela ia para o mar e o salmão aqui ia junto. Assim foi. Tem idéia do resultado ao final de algumas horas? A agua do mar refrescando e discretamente salgando e o sol cozinhando. Bem, depois disto um beijo e a promessa: A noite saímos para jantar! Ficou só na promessa. Tive insolação. Febre altíssima. Febre por causa do sol. Eu parecia um pimentão, mas era um pimentão feliz!
Uma semana e todos os dias nos viamos, o tempo todo, ela no final de suas férias e eu no final de minha estada em Praia Grande. Achávamos que era só um romance de verão, mas nos aproximávamos a cada dia mais. Fui para São Paulo no final da semana e senti falta dela. Uma semana com um sentimento de vazio, saudades. Telefonei e disse: “Posso ir para a tua casa no final de semana?”. Fui. Cheguei lá e ela me esperava com o jantar à mesa. Jantamos. Pedi ela em casamento. Ela achou graça e disse que eu era louco, deixei ela pensar que era brincadeira. Eu sabia que era sério, mas não precisava assustar a moça, ainda não…
16 anos atrás
Os videogames eram febre naquela época e eu tinha um dos mais legais, era um game portátil com telinha de cristal liquido chamado Game gear. A Rose adorava pois tinha um joguinho do Pato Donald e nós, como crianças disputávamos o Game. Faltava uma semana para completar um ano do nosso namoro e eu queria muito ficar noivo, mas não tinha dinheiro para comprar as alianças.
Do nada surgiu uma idéia maluca: “Vou vender o Game gear e comprar as alianças!”. A Rose, com medo da reação da minha mãe (e também com dó de vender o jogo hehehehe) não queria vender, mas insisti e acabei por vender o jogo. Na época deve ter sido um bom dinheiro, pois deu para pagar as alianças, o almoço e uma viagem a São Paulo (segundo a Rose ainda pagamos mais coisas, mas sinceramente lembro de poucos detalhes com relação ao valor). A idéia era a seguinte: No dia do nosso aniversário fomos ao centro de Santos, compramos as alianças e iríamos almoçar no shopping e depois iríamos providenciar a união das duas famílias e ficar noivos em um almoço ou jantar, mas iamos levar as alianças para apresentar ao convidar, para mostrar nossa seriedade.
Bom, eu disse o que a gente pensava fazer, agora conto o que aconteceu… Saímos da loja das alianças tão felizes, mas tão felizes, afoitos, rindo… pura alegria. Entramos no ônibus tão contentes que erramos a porta de descer (iamos saindo sem pagar e o motorista olhava para a nossa cara e dizia: “por aí não se desce… tem que pagar!!!”. Ele teve que falar umas 3 vezes até entendermos o que estava acontecendo hahaha).
Entramos em um shopping pequeno em Santos, um excelente restaurante e lá começamos a falar animados sobre o noivado e pensamos bem e chegamos à conclusão de que o encontro entre as famílias não seria tão boa idéia. então… como fazer? E aí veio a idéia louca: “Fazer já…” e discretamente trocamos as alianças ali mesmo na mesa do restaurante. Saímos de lá felizes e com um problema imenso: Como falar para as famílias?
Pois bem, 28 de janeiro de 1994 começou quente e terminaria mais ainda. Fomos à casa do meu sogro em Praia Grande e contamos. Ele gostou da novidade e nos abençoou. Fomos para São Paulo, contar a novidade para a minha mãe.
Cheguei em São Paulo com medo e apreensivo, pois não imaginava a reação da Dona Ana. Lembro que fiz uma piadinha. Cheguei, olhei para ela e disse: “Olha, viemos dizer que não vamos mais ser namorados!”. Ela me olhou meio que assustada e eu mostrei a mão com aliança e disse: “Agora somos noivos!!!”. HAHAHAHAHAHA Ela se deixou cair no sofá e disse: “Vocês são loucos!”. A reação dela foi melhor do que eu imaginava!
Com o tempo, tudo se ajeitou!
15 anos atrás
Como passa rápido o tempo, não acham? Impressionantemente 2 anos se passaram em em algum momento depois do noivado eu dei um ultimato na minha noiva: “Ou casamos ou terminamos!”. “Casamos!” Foi a resposta dela, aí… são outros quinhentos… vamos ao planejamento… discussões, etc…
Faltavam 15 dias para meu casamento, estava chegando o dia 28 de Janeiro de 1995, quando meu chefe na época chegou e me disse que eu estava DESPEDIDO. Ele esperou a reforma de toda a escola de informática dele, que aconteceu durante as férias (trabalhamos de graça, eu e outros professores) e simplesmente mandou embora todos os que trabalhavam por comissão, pois agora, com a NOSSA reforma ele já tinha uma bonita escola e podia pagar salários menores para os professores e não dar participação nas parcelas pagas pelos alunos. Pouco disto importa, exceto o fato que 15 dias antes do casamento eu estava ficando desempregado. Apartamento alugado, a Rose com a mudança por vir a São Paulo, já transferida do estado (ela dava aulas no estado nesta época). E agora?
Agora nada não é… Não há o que fazer. Muito desespero, muito nervosismo e chega o grande dia: 28 de janeiro de 1995. Coração aos pulos. Feliz. Preocupado. Me lembro deste dia em detalhes. Tanta coisa aconteceu: Explodiu o Shopping em Pirituba, do ladinho do lugar onde a Rose arrumou o cabelo. Resolveram trocar um poste na rua de casa e eu não conseguia tomar banho lá. Minha mãe e minha irmã nervosas, acabei indo para a Casa do Gê e da Dri me arrumar (era do lado da igreja onde me casei e acabei indo à pé para a igreja hahahahaha olha o contraste, 2 carros para levar a noiva e o noivo foi a pé!).
10 anos atrás
Felizes saímos da cerimônia para encarar a vida e a vida, bom, a vida é diferente, a vida de quem não tem Deus é bem diferente daquilo que se planeja, não é mesmo. Passados 5 anos do casamento nossa vida já não era a mesma. Problemas, dificuldades, filhos, dívidas, preocupações e aí já é outra história, para outro dia. Devo apenas dizer que o amor tão puro que nos levou ao altar quase acabou, como acontece com muitos foi se deteriorando e por muito pouco não acabou. Sobrou uma dízima daquilo que achávamos ter sido o amor que nos uniu. Quase nos separamos por diversas vezes, chegamos a nos odiar e chegamos a permanecer por quase 3 anos debaixo do mesmo teto sem nos tocarmos. Mantivemos o casamento pelo amor às nossas filhas, até que… entrou em nossa vida o Senhor Jesus Cristo.
Hoje
Sabe o que acontece quando o Senhor Jesus entra em um relacionamento? Restauração. Nosso casamento foi totalmente restaurado. Nosso amor é mais forte do que há 15 anos atrás quando nos casamos, nossa paixão mais intensa do que há 16 anos atrás quando ficamos noivos e posso dizer que a cada dia que passa me sinto tão atraído por ela como naquele dia em que a pedi em casamento há 17 anos atrás. Posso garantir que eu não estava brincando e que eu a amo mais que ontem e menos do que a amarei amanhã.
Feliz bodas de Cristal meu grande amor, em breve virão as de prata, as de ouro e seja lá o que vier, estarei sempre ao teu lado porque EU TE AMO.



































Muito bacana sua historia, que Deus venha abencoar ainda mais, em nome de Jesus. Ah, quero agradecer pelo codigo (caixa de promessas). Deu certo! Muito obrigada!
Deus abencoe!
Danila
http://sendoeueumesmo.blogspot.com
Calma aê, e os 9, 8 , 7, 6 anos, nada rolou?
Bom dia que o Nosso Deus continue derramando bênçãos em suas vidas.
e ainda tem céticos e crentes "cegos espirituais", que fazem críticas a IURD.
Paulo
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Arrebentou…
Deus restaura e faz nascer um amor mais lindo a cada dia
que lindoooooooo!